Suprema Corte decide proibir a obra das Testemunhas de Jeová na Rússia

Apesar das críticas vindas de todo o mundo, a Suprema Corte da Rússia decidiu proibir a obra das Testemunhas de Jeová naquele país. O juiz Yuriy Grigoryevich Ivanenko, da Suprema Corte, decidiu a favor do pedido do Ministério da Justiça de “fechar a organização religiosa ‘Centro Administrativo das Testemunhas de Jeová na Rússia’” e suas associações jurídicas. Além disso, o juiz decidiu “entregar para a Federação Russa todas as propriedades da organização religiosa”.

O juiz Ivanenko acrescentou que essa decisão entra em vigor imediatamente. Isso significa que todas as associações jurídicas das Testemunhas de Jeová ao redor da Rússia devem parar suas atividades. Embora as Testemunhas de Jeová estejam apelando da decisão na Câmara de Apelação da Suprema Corte, a adoração das Testemunhas de Jeová está proibida na Rússia.

“Assim como qualquer outro grupo religioso, as Testemunhas de Jeová precisam ter liberdade de reunião e associação sem nenhuma interferência, como garantem a Constituição da Federação Russa, os compromissos internacionais assumidos pela Rússia e os padrões de direitos humanos internacionais.” — Porta-voz do Serviço Europeu para Ação Externa comentando sobre a decisão da Suprema Corte da Federação Russa.

Equipe de advogados do Centro Administrativo
Vasiliy Kalin, que aos quatro anos de idade foi deportado junto com seus pais para Sibéria por serem Testemunhas de Jeová, disse: “No momento em que o juiz anunciou a sentença, a vida das Testemunhas de Jeová na Rússia, como indivíduos e como famílias, mudou totalmente. Agora elas correm o risco de ser processadas criminalmente e até de serem presas simplesmente por adorarem a Deus.”

Philip Brumley, consultor jurídico das Testemunhas de Jeová, disse: “A decisão de hoje foi uma grande decepção. Qualquer análise imparcial dos documentos do processo e das provas apresentadas leva a uma única conclusão: o Centro Administrativo nunca se envolveu em nenhuma atividade “extremista”. Vamos apelar da decisão.”

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