Os vencedores do prêmio Nobel da Paz receberam a medalha e o certificado da premiação no dia (10) em uma cerimônia em Oslo, capital da Noruega. Em outubro, os nomes do médico congolês Denis Mukwege e da yazidi Nadia Murad, uma ex-escrava de extremistas, foram anunciados em homenagem à luta contra a violência sexual como arma de guerra.

Durante a entrega do prêmio, os ganhadores cobraram punição aos abusadores.

“O único prêmio no mundo que pode restaurar nossa dignidade é a justiça e a punição aos criminosos”, disse Murad.
Quem são os vencedores?
Médico Denis Mukwege, que atua na República Democrática do Congo, e a ativista Nadia Murad, ex-escrava sexual do Estado Islâmico no Iraque, ganharam o prêmio Nobel da Paz de 2018 — Foto: Christian Lutz/AP Médico Denis Mukwege, que atua na República Democrática do Congo, e a ativista Nadia Murad, ex-escrava sexual do Estado Islâmico no Iraque, ganharam o prêmio Nobel da Paz de 2018 — Foto: Christian Lutz/AP
Médico Denis Mukwege, que atua na República Democrática do Congo, e a ativista Nadia Murad, ex-escrava sexual do Estado Islâmico no Iraque, ganharam o prêmio Nobel da Paz de 2018 — Foto: Christian Lutz/AP

Como outras milhares de mulheres yazidis, Murad foi submetida à escravidão sexual pelo grupo extremista Estado Islâmico após uma ofensiva no Iraque em 2014.

Após conseguir escapar, a jovem, cuja mãe e seis irmãos foram assassinados, luta para que a perseguição ao povo curdo seja reconhecida como genocídio.

“Nenhum membro do Estado Islâmico foi julgado. Já não estão no Iraque, mas vemos que os estupros continuam como arma de guerra”, destacou Murad.
Denis Mukwege atende vítimas de violência sexual há duas décadas no hospital de Panzi, fundado no Bukavu, leste da República Democrática do Congo, região afetada pela violência crônica.

“A denúncia não é suficiente, é preciso agir”, disse em coletiva de imprensa.